A Coreografia da Vida
“Há dias em que a vida nos conduz.
Em outros, tropeçamos no próprio compasso —
mas ainda assim seguimos aprendendo a dançar.”
A vida!
E suas raízes…
Nelas se manifestam
histórias,
movimentos,
escolhas,
comportamentos,
buscas,
retornos,
alegrias
e angústias.
Momentos diversos,
contornos reversos.
Manobras da vida,
evidentes, imprecisas —
nem sempre retilíneas,
quase sempre atrevidas.
Visões, muitas vezes
distorcidas,
dos cenários vividos
e até daqueles
que sequer chegaram
ou
dos que ficaram
em
tempos idos.
Reclamar é mais fácil
do que aceitar,
mais simples
do que transformar.
A vida
também tem seus acordes:
musicalidade, conversas,
relações importantes,
sonhos contagiantes,
vontade de vencer —
mesmo sem perceber.
Oscilar é desafiante,
mas também relevante.
Nos altos e baixos,
algo sempre aprendemos.
E é nesse ciclo
que compreendemos:
vida
é, sobretudo, viver.
Deixar acontecer
também traz serenidade.
O pensamento desacelera,
o tempo coopera,
e isso, por vezes, facilita
encontrar respostas
mais amadurecidas.
A vida vai além do humano:
natureza, atmosfera, coisas —
o que há ao redor
também reflete
sua composição.
Nuances, mutações,
modos de ser,
agir,
pensar
e orquestrar.
A vida!
Tão bela.
Tão sofrida.
É resistência.
É segurança.
É medo.
E tudo bem.
Faz parte dos passos
que, tantas vezes,
mudam a direção.
Nada é permanente.
O ciclo é circuito.
Ser inteiro,
ser metade,
ser misto,
não saber o que se é,
descobrir quem se é —
também faz parte da vida.
E a vida?
Tem um currículo enorme
entre padrões, crenças
e descrenças.
Vida é ser vida.
É fazer parte dela,
mesmo quando a direção
parece estar na contramão
até encontrar
o melhor caminho.
Nota da autora:
"Se viver é movimento, talvez a vida seja também uma dança imperfeita:
por vezes leve, por vezes exaustiva, nem sempre ensaiada. Em seus altos e
baixos, aprendemos que mudar de direção não significa perder-se, mas, muitas
vezes, reencontrar o próprio compasso.”
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