Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026: entre palavras, emoções e encontros
Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026: entre palavras, emoções e encontros.
Há momentos que ultrapassam a experiência vivida e passam a ocupar um lugar especial em nossa história. Minha participação na Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026 foi um desses momentos: uma realização como escritora, uma conquista pessoal e uma oportunidade de compartilhar com os leitores u
m pouco do universo que habita minha escrita.
Estar na Bienal, apresentar minha obra, autografar livros e encontrar pessoas que se interessaram pelo que escrevi foi uma experiência marcada por um misto de sentimentos. Felicidade, emoção, alegria, gratidão e aquela satisfação difícil de traduzir em palavras — justamente quando as palavras fazem parte de quem sou.
Cada livro que entreguei carregava mais do que páginas impressas. Levava consigo ideias, sentimentos, pesquisas, histórias e o tempo dedicado à construção de uma obra. Ver esse trabalho chegar às mãos de outras pessoas tornou aquele momento ainda mais significativo.
Os autógrafos, as conversas, os registros fotográficos, os sorrisos e os encontros com leitores e participantes desse percurso compuseram lembranças que guardarei com carinho. Em cada interação, havia a possibilidade de um novo vínculo entre quem escreve e quem se dispõe a ler; entre a experiência de criar e a liberdade de cada leitor de encontrar seus próprios sentidos naquilo que lê.
Participar de um evento dessa dimensão também me permitiu reconhecer o valor da caminhada percorrida até aqui. Escrever envolve inquietações, escolhas, revisões, persistência e, muitas vezes, o desafio de acreditar em algo que começa a existir primeiro dentro de nós. Ver a obra ocupar seu espaço em um evento literário tão importante trouxe a alegria de perceber parte desse percurso concretizada.
A Bienal não representou apenas a presença física de um livro em um grande evento. Representou a possibilidade de dar visibilidade à minha escrita, ampliar encontros e continuar construindo caminhos na literatura.
Levo comigo a emoção de ter vivido essa experiência, a gratidão pelas pessoas que fizeram parte dela e a certeza de que cada encontro acrescenta novos significados à trajetória de quem escreve.
Afinal, um livro não encerra sua travessia quando fica pronto. É no encontro com os leitores que outras interpretações, lembranças e reflexões podem começar.
E talvez resida aí uma das maiores alegrias de ser escritora: perceber que algo que nasceu de nossas inquietações pode encontrar lugar na história de outra pessoa.
Entre livros, autógrafos e encontros, vivi uma realização que agora também se transforma em memória, palavra e continuidade.
Silvana Souza (Em 05.09.26)



















Comentários
Postar um comentário
Olá! Se minha escrita fez sentido para você, deixe seu comentário! Vou gostar muito de te ler!