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O Nascimento das Palavras

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  Algumas escritas não chegam de repente. Elas vêm como maré: silenciosas, insistentes, transformando paisagens dentro de nós. Há tempos venho atravessando palavras, memórias e perguntas existenciais que, aos poucos, encontraram abrigo em páginas. Em breve, compartilho essa travessia com vocês. — Silvana Souza

Na Bienal 2026, nos aguarde!

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Reflexão!

Entre marés internas e horizontes que ainda não conheço, sigo escrevendo. Porque há travessias que só a palavra consegue atravessar. - Silvana Souza 

Litoral

  “O litoral é vida.                                                                                                 E há algo no mar — raso ou profundo — que também nos atravessa. Talvez porque existam paisagens que não apenas vemos, mas sentimos. Há lugares que parecem tocar silenciosamente aquilo que ainda não sabemos nomear dentro de nós.” 📖 Fragmento de No vai e vem dos litorais: Histórias existenciais (em edição) — Silvana Souza

A Coreografia da Vida

“Há dias em que a vida nos conduz. Em outros, tropeçamos no próprio compasso — mas ainda assim seguimos aprendendo a dançar.” A vida! E suas raízes… Nelas se manifestam histórias, movimentos, escolhas, comportamentos, buscas, retornos, alegrias e angústias. Momentos diversos, contornos reversos. Manobras da vida, evidentes, imprecisas — nem sempre retilíneas, quase sempre atrevidas. Visões, muitas vezes distorcidas, dos cenários vividos e até daqueles que sequer chegaram ou dos que ficaram em tempos idos. Reclamar é mais fácil do que aceitar, mais simples do que transformar. A vida também tem seus acordes: musicalidade, conversas, relações importantes, sonhos contagiantes, vontade de vencer — mesmo sem perceber. Oscilar é desafiante, mas também relevante. Nos altos e baixos, algo sempre aprendemos. E é nesse ciclo que compreendemos: vida é, sobretudo, viver. Deixar acontecer também traz serenidade. O pensamento desacelera, o ...

Aves do Tempo

  Trecho da obra em edição Impactos do Eu: Logoterapia em Forma de Poesia ...Estamos sequelados pelos embates das polarizações em nosso palco existencial, misturando as funções do tempo pelas quais mentalmente transitamos, já que, fisicamente, a única possibilidade é o agora: estar aqui, neste exato momento — única fase plausível de execução. Passado e futuro são aves imaginárias que simbolizam nossos campos mentais, seja na vestimenta das recordações, seja nas expectativas quiméricas do porvir que tanto almejamos. Ainda assim, comumente o qualificamos, hipoteticamente, como melhor do que o hoje, quando, na realidade, ele poderá ser melhor — se lá chegarmos ou tivermos condições de realizar os planejamentos ora licenciados no presente. — Silvana Souza  

O Que Atravessa Não se Perde

Há palavras que não pertencem ao papel. Elas pertencem ao movimento. Escrevo porque o mundo não cabe inteiro dentro de mim — e, ainda assim, transborda. Em cada travessia, algo se desfaz. Em cada travessia, algo se refaz. O ser humano é feito dessas margens instáveis: entre o que foi, o que é e o que ainda tenta nascer. Este espaço não é apenas sobre literatura. É sobre permanências e ausências. Sobre aquilo que nos escapa, mas ainda assim nos constitui. Entre marés da alma e caminhos de existência, sigo escrevendo não respostas — mas perguntas que respiram. Porque existir, talvez, seja isso: permanecer em travessia. — Silvana Souza